Uma cidade onde as máquinas já andam sozinhas
Passamos 15 dias em Austin vendo carros sem motorista passarem pela rua. Só no último jantar um deles veio buscar a gente.

Foram 15 dias vendo os carros sem motorista passarem para lá e para cá, doidos para andar num deles. Em Austin, o Waymo só aparece pelo aplicativo da Uber, e não dá para escolher qual carro vem. A gente chamou o Uber várias vezes nesses 15 dias, para ir aos outlets e se deslocar pela cidade, torcendo para vir um deles. Não vinha.
No último dia, no último jantar, quando a gente chamou, veio ele: um Waymo, um Jaguar elétrico, sem ninguém no banco do motorista. Foi uma delícia o passeio todo.
A gente senta, o banco da frente fica vazio, e a tela do painel mostra o caminho e o horário de chegada. O resto é com o carro: as ruas do bairro, as curvas, o trânsito do fim de tarde.
Isso não era uma demonstração de feira. A Waymo começou a operar em Austin pelo app da Uber em 4 de março de 2025, poucos dias antes do SXSW, numa área de cerca de 96 km² que inclui o centro da cidade. Para quem mora lá, é só mais uma opção quando chama um carro.
E nas calçadas, robôs
Pelas calçadas, dava para ver robozinhos de entrega passeando pelas calçadas, no meio das pessoas. São os robôs da Avride, que entregam pedidos do Uber Eats em Austin desde o fim de 2024.
Nenhuma das duas coisas estava num estande de feira. Estavam na rua, funcionando.
O que isso muda para quem empreende (ou gosta de tecnologia)
Já dá para usar
A lógica por trás é a mesma de qualquer automação: uma tarefa repetitiva, regras claras e uma máquina fazendo. Isso já dá para aplicar no escritório, na loja e no atendimento, sem carro nenhum.
Ainda é futuro
Carro sem motorista e robô de entrega na calçada ainda estão longe das cidades brasileiras.