Notas de campo · SXSW 2025 · parte 5 de 7

O clima do lugar: gente inteira atrás de conhecimento

Mais do que as máquinas, o que me pegou no SXSW foi o clima: gente querendo aprender a usar a IA a seu favor, e palestras com astronautas da NASA, a Michelle Obama e a Disney.

por Ivaldo Trentin2 min de leitura
Ivaldo sorrindo diante de um painel de LED gigante com imagens coloridas, de moletom laranja e crachá do SXSW 2025

Dá para ir ao SXSW e voltar só com fotos de máquinas. Eu voltei com outra coisa: a sensação de ter passado uma semana no meio de gente inteira atrás de conhecimento e de crescimento.

O assunto era o mesmo em todo canto: como usar a inteligência artificial e as automações com mais constância. Não como novidade de palco, mas como ferramenta de trabalho.

O objetivo nunca era a máquina. Era deixar o tempo para a gente fazer outras coisas, se relacionar e cuidar das pessoas de quem a gente gosta.

As palestras que eu guardei

A primeira palestra que assisti foi da NASA, com os quatro astronautas da Artemis II: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen. Um ano depois de eu ouvir os quatro em Austin, eles fizeram a viagem: decolaram em 1º de abril de 2026, deram a volta na Lua e voltaram à Terra no dia 10, indo mais longe do que qualquer ser humano antes deles.

Foi muito bacana ver a Michelle Obama, que gravou ao vivo um episódio do podcast dela, o IMO, com o irmão, Craig Robinson.

E me chamou a atenção a palestra da Disney sobre o futuro dos mundos que ela constrói, dos parques aos filmes, com tecnologia e IA no meio. Um dos exemplos foram os robôs que aprendem a andar sozinhos, treinados com IA.

Foi essa mistura que me fez voltar diferente. A tecnologia que eu vi lá não estava a serviço de trabalhar mais. Estava a serviço de sobrar tempo para o que importa.

O que isso muda para quem empreende (ou gosta de tecnologia)

Já dá para usar

Comece pelo que mais consome o seu tempo e se repete toda semana. É ali que a IA e a automação devolvem horas mais rápido.

Ainda é futuro

A parte cultural, de olhar para a IA como parceira de trabalho e não como ameaça, ainda está começando por aqui.

Fontes