Sentei num drone que leva gente
Dezoito hélices, um lugar, um joystick e nenhum brevê. O HEXA, da LIFT Aircraft, foi a coisa mais parecida com ficção científica que eu vi no SXSW.

Ao ar livre, com fila para ver de perto, estava o HEXA, da LIFT Aircraft, uma empresa de Austin. É um eVTOL, sigla em inglês para aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical. Na prática, é um drone grande o bastante para levar uma pessoa.

São 18 hélices, cada uma com a sua bateria. O piloto comanda com um joystick, e o computador ajuda na decolagem, no pouso e na estabilidade. Como a aeronave é da categoria ultraleve nos Estados Unidos, não precisa de brevê.


Ainda não é um táxi aéreo
Quando eu vi, a primeira coisa que imaginei foi ir de um bairro a outro pelo ar. Não é isso, pelo menos por enquanto. Pela regra dos ultraleves, o HEXA não pode voar sobre áreas povoadas. Hoje ele funciona como experiência: a LIFT abriu um centro em Austin onde qualquer pessoa faz um treinamento, passa pelo simulador e faz um voo curto.
Eu sentei na cabine, tirei fotos, assisti a alguns voos e fiz o simulador. Entrei na fila de espera para voar de verdade, mas não chegou a minha vez.
Mesmo sem decolar, ver uma pessoa comum subir sozinha, sem ser piloto, muda a forma de pensar em transporte.
O que isso muda para quem empreende (ou gosta de tecnologia)
Já dá para usar
O HEXA dispensa brevê porque o computador cuida da parte difícil. É o mesmo movimento que a IA faz no trabalho: tarefas que antes exigiam especialista ficam ao alcance de mais gente.
Ainda é futuro
Táxi aéreo de verdade, levando gente de um ponto a outro da cidade, ainda depende de regras e de outras aeronaves.